sexta-feira, 10 de junho de 2016

Nem contra as sanções há consensos

O consenso entre os principais partidos nunca é fácil. Desde 2013 que PS, PSD e CDS conseguem estar de acordo, pelo que, não é de admirar as constantes manobras políticas e discursos inflamados dos líderes. 

O grande problema tem a ver com a perda de poder e importância. Quem fica sem o poder de decidir não consegue ter uma postura diplomática na oposição.

A falta de união na tentativa de evitar sanções económicas a Portugal por causa do défice de 3,2% é mais um sinal negativo enviado pelos partidos à sociedade, além de criar condições à realização de legislativas antecipadas. Não se percebe como ninguém ouve o apelo do Presidente da República. O único que esteve bem nesta questão foi Marcelo Rebelo de Sousa. A questão que se coloca é saber como o Chefe de Estado vai unir as pontas quando chegar a crise política. Recorde-se que Cavaco Silva teve de lidar com três situações complicadas. Na minha opinião, Marcelo vai passar por mais dificuldades nos próximos cinco anos porque os actores políticos não mudam. Ou seja, durante anos iremos ter que aturar Catarina, Pedro, António e Jerónimo. É verdade que Paulo já saiu do parlamento, mas não será por isso que Assunção irá optar por um caminho diferente. 

O que mais preocupa é não haver luz ao fundo do túnel. Isto é, mudanças. Por exemplo, na segurança social e sistema eleitoral também é preciso acordos. No entanto, ninguém quer ceder. Melhor dizendo, todos querem mostrar que têm poder para dizer não. 

Os factos políticos após as legislativas de 2015 criaram um ambiente tenso e vingativo no parlamento. Curiosamente nenhum dos principais partidos obtiveram vitórias, mas todos continuam agarrados ao poder. 

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