sábado, 4 de junho de 2016

Figuras da Semana

Por Cima

Referendo britânico - O Reino Unido vive um momento histórico devido à realização do referendo sobre a manutenção na União Europeia. Um ano depois das eleições legislativas, a campanha está de volta às ruas. Desta vez vemos o governo de Cameron e o Partido Trabalhista divididos entre o Brexit e o Remain. A sociedade civil também se mobilizou em força para mostrar os argumentos. A democracia no Reino Unido é fantástica.

No Meio

Paul Ryan - O "Speaker" do Congresso norte-americano declarou apoio a Donald Trump. Não esperava outra atitude do dirigente republicano, que contrasta com as posições assumidas por Mitt Romney e a família Bush. O gesto do líder vai favorecer o empresário nas sondagens porque o partido unido tem condições para combater Hillary Clinton e Barack Obama. Se Trump não conseguir a Casa Branca, Ryan tem hipóteses de ser candidato em 2020.

Em Baixo

Paulo Portas - O histórico líder do CDS fez o último discurso na Assembleia da República enquanto deputado. A ocasião não proporcionou a habitual salva de palmas em pé do hemiciclo porque alguns membros da esquerda não se juntaram aos da direita. No final, houve discursos de todos os grupos parlamentares com bocas negativas à mistura. Portas não vai deixar de intervir politicamente, mas isso nunca terá peso na oposição. A despedida do antigo líder foi como a carreira política, um autêntico sentimento de amor-ódio. No fundo, o trabalho de Paulo Portas não pode ser considerado positivo ou negativo, está no meio. Paulo Portas é o expoente máximo daquele português que fica amuado se deixar de aparecer nas câmaras de televisão. No entanto, infelizmente o país vai continuar a ter que lhe prestar vassalagem mediática. 

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