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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Críticos isolados

Os recentes congressos partidários revelaram que os críticos estão isolados. Ou seja, não têm voz dentro do partido, preferindo a comunicação social para lançar algumas farpas às direcções. Neste momento, António Costa, Pedro Passos Coelho e Assunção Cristas navegam em águas tranquilas apesar das discordâncias de Francisco Assis, Rui Rio e José Ribeiro e Castro. Podem haver mais, mas ninguém tem capacidade para criar uma corrente interna que discuta ideias e projectos, pelo que, os jornais são sempre a melhor forma de bater nos líderes.

A actual situação será mantida até às vésperas das eleições autárquicas de 2017. As próximas reuniões magnas realizam-se em 2018, pelo que, o resultado eleitoral será determinante para as lideranças. Se Costa não obtiver uma vitória nas autárquicas e o governo PS deixar de ter o apoio parlamentar de BE e PCP, a liderança do actual secretário-geral estará em causa. No entanto, se as eleições legislativas forem antecipadas para 2018 ainda haverá tempo para Costa ir a jogo. No PSD as autárquicas irá definir o futuro de Passos Coelho. Uma vitória reforça a liderança interna e legitimidade para pedir legislativas antecipadas, o que acontecerá no própria dia. Uma derrota origina o aparecimento de vozes contra a manutenção na liderança. No CDS, Assunção Cristas tem de ter um bom resultado para a liderança não ser discutida em 2018, talvez proporcionando o regresso de Portas ao partido. 

As incógnitas são maiores do que as certezas. Contudo, nos próximos dois anos haverá um silêncio ensurdecedor nos partidos, sendo a oposição feita nos canais de televisão. Por lá andam Manuela Ferreira Leite, Marques Mendes e brevemente Paulo Portas. Não esquecer também os súbitos aparecimentos de José Sócrates e António José Seguro que também devem querer um espaço para se oporem a António Costa. 

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