quarta-feira, 8 de junho de 2016

Até quando?

Os primeiros sinais de desacordo entre Presidente da República e Primeiro-Ministro são visíveis e ainda nem sequer se completou um ano de governo e seis meses da actual presidência. Aos poucos, Marcelo Rebelo de Sousa lança avisos ao executivo, que são encarados com um sorriso, mas rapidamente se transformarão em problemas políticos. Repito que não é apenas o governo que está em alerta porque o líder da oposição também vai sofrer influências. A instabilidade que se falava na campanha começa a ser revelada.

Não acredito que a boa coabitação institucional entre Belém e São Bento perdure durante muito tempo. A táctica de Marcelo passa por encostar os responsáveis políticos às boxes para ganhar protagonismo. Aquele que nunca conseguiu ter porque também não concorreu a primeiro-ministro. Neste aspecto, o novo Chefe do Estado é bem mais interventivo que Cavaco Silva. No entanto, nada disto é novidade porque na campanha todos sabiam que iriam votar na "magistratura de influência". O mais engraçado é que nunca se ouviu da boca de Marcelo que iria ser um árbitro. 

Não tenho dúvidas que, na devida altura, as reacções de António Costa não serão "institucionais" como têm sido até agora. As interferências presidenciais serão mais um motivo para o primeiro-ministro bater com a porta, mas culpando tudo e todos na campanha eleitoral pelo insucesso do governo. 


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