quinta-feira, 2 de junho de 2016

Ataque contra Ataque

A campanha para a presidência norte-americana já começou, mesmo faltando a nomeação oficial de Clinton e a confirmação dos dois candidatos nas Convenções que se vão realizar em Julho. No entanto, Trump alcançou os delegados necessários e a antiga primeira-dama deve conseguir na próxima Terça-Feira. 

Neste momento, assistimos a uma troca de acusações das duas partes. Ou seja, Clinton não teve medo em baixar ao nível do empresário, mesmo sabendo que isso pode custar votos. Contudo, será necessário começar a fazer marcação ao principal rival porque Sanders tem apenas dois meses de aparição pública.

O que mais importa realçar é a fraca qualidade de Clinton nas respostas. Isto é, a imagem de apaziguadora e conciliadora criada durante os primeiros meses da campanha terminou. No fundo, não há nada que distingue a ex-secretária de Estado do milionário em termos de personalidade. A postura de Trump é mais verdadeira só que Clinton também revela pouco fair-play. Perante o cenário não iremos uma campanha interessante, talvez pior do que aconteceu nos republicanos. Neste aspecto, Clinton não pode lavar as mãos dizendo que Trump é o único culpado. 

O grande erro de Clinton será fazer o jogo de Trump porque foi isso que levou aos maus resultados de Ted Cruz e Marco Rubio, em particular do primeiro. Não acho que Hillary deva passar por cima sem dizer nada, mas ficar nas mãos do adversário significa perder votos, o que permite ao Partido Republicano voltar a unir-se e as sondagens ficarem mais equilibradas. 

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