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segunda-feira, 27 de junho de 2016

As quatro razões que levaram a União Europeia perder o Reino Unido

O resultado do referendo penaliza bastante a coesão europeia, mas os principais dirigentes europeus parecem não ter aprendido nada com o sinal enviado pelos britânicos.

Nos últimos anos a política externa da União Europeia tem sido desastrosa, bem como algumas atitudes dos principais dirigentes. As posições sobre a questão ucraniana, a guerra na Síria e a possível nomeação de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos conduziu à insatisfação das potências estrangeiras sobre a forma como a União Europeia actua. Obviamente que os britânicos não querem o mesmo tipo de decisões relativamente ao Reino Unido. 

O isolamento da Rússia após a guerra na Ucrânia não beneficiou os dirigentes europeus que se colocaram ao lado de extremistas que fizeram cair um presidente. Ora, a União Europeia não deveria ter tomado posição, embora o conflito se tenha desenrolado na Europa. No entanto, não se entende o apoio a tentativas de golpe de Estado. Também não se percebe a aplicação de sanções por causa da anexação da Crimeia. O maior erro da política externa foi a forma como lidou com a questão ucraniana. 

A guerra na Síria redundou noutro erro por parte da União Europeia. É verdade que o espaço europeu acabou por ser o mais afectado por causa dos refugiados e do terrorismo. O problema é que, nem neste tema, conseguiu unanimidade. Ou seja, ninguém sabe se o melhor é Assad sair ou ficar. O mais inteligente seria deixar os Estados Unidos resolver o problema de forma diplomática. 

O maior erro tem sido a forma como alguns dirigentes falam de Donald Trump, faltando ao respeito a um candidato à presidência dos Estados Unidos. Não admira que o empresário não queira estabelecer relações diplomáticas com os países europeus se for eleito. Mais um sinal de ingerência nos assuntos internos de outro país. 

A intolerância relativamente ao surgimento de novas forças que, apesar de serem extremistas, respeitam as regras democráticas. Isso tem acontecido em particular na França, mas também na recente eleição presidencial na Áustria. A União não se faz apenas com as cores políticas tradicionais. Será necessário ter uma postura mais democrática perante forças que têm o apoio das populações. 

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