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sexta-feira, 24 de junho de 2016

A única derrota que tramou David Cameron

A derrota no referendo sobre a manutenção do Reino Unido na União Europeia levou à demissão do primeiro-ministro. David Cameron arriscou tudo, mas desta vez perdeu, embora por poucos. Apesar de ter dito que não iria sair em caso de derrota, o primeiro-ministro teve a melhor atitude porque a liderança do país será diferente. 

A carreira política de Cameron estava a ser fantástica devido às vitórias sucessivas. A última tinha sido na Escócia com a chegada dos conservadores ao segundo lugar. No entanto, o maior triunfo ocorreu o ano passado nas eleições gerais com a conquista do maioria absoluta. É importante não esquecer que Cameron também correu riscos no referendo sobre a independência da Escócia. Um ano depois obteve a primeira derrota, mas que tem um significado enorme porque dividiu o partido e o governo. Em caso de triunfo reforçava a liderança e acalmava os eurocépticos, mas Cameron não pode passar a apoiar uma saída do país da União. A promessa foi cumprida, mesmo que isso significasse um suicídio político. 

O referendo esteve para ser em 2017. Cameron talvez tivesse pensado que seria melhor aproveitar a vitória obtida no ano passado e antecipou a consulta popular. Os números finais do referendo revelam que mais um ano e o Remain teria ganho. 

Ninguém pode tirar os méritos políticos de David Cameron. O primeiro-ministro colocou sempre os interesses do país à frente das questões partidárias, como se viu com a realização do referendo. 

O que fica para a história é a demissão após a derrota política mais relevante. Contudo, Cameron continua a ser dos políticos mais brilhantes desta geração, juntamente com Barak Obama. Os dois desaparecem do mapa no final do ano. 


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