terça-feira, 24 de maio de 2016

Trump e Clinton rompem com a missão de Obama

A política externa de Obama tem acentuado no diálogo e diplomacia. Não podia ser de outra maneira, tendo em conta a forma como George W.Bush encarou os inimigos. No entanto, o actual presidente não tem perdoado algumas acções dos regimes russos e sírio. 

Os melhores resultados de Barack Obama na política externa foram em Cuba, no acordo nuclear iraniano e agora na recente visita ao Vietname. A aproximação à Ásia em detrimento do reforço das relações com a Europa é mais um aspecto do legado que termina no final do ano. 

A mudança de inquilino na Casa Branca também terá repercussões nas prioridades a nível de política externa. Ora, não acredito que Trump e Hillary sejam mansinhos a lidar com os inimigos clássicos dos Estados Unidos. O problema é que tanto um como o outro terão de lidar com a ameaça norte-coreana que nasceu nos últimos anos. A personalidade de Clinton não vai permitir ao regime cubano continuar a fingir que fazem reformas políticas e os iranianos estarão sob alerta máximo. Por seu lado, Trump vai fazer uma caça ao Estado Islâmico até o grupo estar derrotado, mas sem incomodar Bashar al-Assad. Se o empresário for eleito a Europa pode esquecer que tem um aliado nos próximos quatro anos. Contudo, quem tem de se preocupar mais são os vizinhos mexicanos e as empresas estrangeiras. 

A exigência e a dureza nas palavras são as principais características da política externa norte-americana que entra em vigor no próximo ano. O problema será manter a unidade nacional caso as divisões continuem a ser muitas como acontece nos últimos anos com Obama. Apesar das dificuldades, o Chefe de Estado conseguiu construir pontes importantes que vão permitir aos Estados Unidos entrar em sociedades hostis como a cubana e a iraniana. 

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