quinta-feira, 12 de maio de 2016

Os aspectos negativos do Presidente

O Presidente da República começa a revelar como vai exercer o cargo presidencial. Todos os dias sabemos o que pensa o Chefe de Estado porque não larga os microfones dos jornalistas. Através da comunicação social ficámos informados que Marcelo vai falar com António Costa na reunião semanal entre os dois. Com Cavaco Silva era impensável acontecer. Não existe nenhum Presidente que necessite dos media para passar a mensagem. Não são apenas os comunicados, mas as declarações diárias sobre tudo e mais alguma e a constante procura pelas câmaras de televisão.

O segundo aspecto negativo é a magistratura de influência. Durante a campanha ninguém sabia o que significavam as palavras do candidato. Três meses depois o país percebe que Marcelo pretende estar no centro da decisão, agindo como primeiro-ministro e não Presidente de todos os portugueses. Ora, a faceta começa a intervenção nos media e só depois será dito aos visados. Marcelo tem mandado bastantes mensagens pela comunicação social, como sempre fez enquanto era comentador. Obviamente que as juras de amor entre São Bento e Belém não vão durar muito tempo. Cavaco Silva também mandava alguns recados, mas era dentro de portas que exercia o poder. No entanto, há uma situação particular no actual Chefe de Estado que diz respeito à independência. Não tenho dúvidas que vai ser acima dos partidos e poderá exercer a função colocando os princípios antes do interesse nacional. O problema tem a ver com os preferidos e os alvos. Marcelo não irá fazer favores a ninguém. Pelo contrário, irá mostrar que está por cima de todos, sejam eles sociais-democratas, socialistas, centristas, sindicatos ou empresários. 

Em pouco tempo, os portugueses percebem porque razão Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito com pouco mais de 50%

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