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domingo, 15 de maio de 2016

Olhar a Semana - Os planos escondidos de António Costa

Nesta semana ficámos a saber que António Costa tem um plano B para acertar as contas orçamentais. A confissão foi feita na televisão, contrariando o que sempre disse no Parlamento. Ora, o primeiro-ministro desvaloriza o papel da Assembleia, mas só para o que lhe convêm, já que, o parlamento deu uma maioria para poder derrubar o antigo governo e estar agora a governar. 

O Chefe do governo tem vários planos para cada situação que enfrentar. Quer o apoio da esquerda, mas não deixa de piscar o olho à direita quando tiver em dificuldades. Na altura em que tem a esquerda a seu lado, critica a direita. Contudo, quando lhe falta o apoio do BE e PCP responsabiliza PSD e CDS. Um jogo de sombras por parte do actual líder socialista para manter o cargo, mas sobretudo, para preparar o discurso nas próximas eleições. Como aconteceu com Sócrates, António Costa nunca vai admitir que errou quando as coisas correrem mal e for necessário ir a eleições. O jogo escondido passa por culpar tudo e todos, à semelhança do que fez Sócrates na altura em que após o chumbo do PEC 4 apresentou a demissão, mas voltando a candidatar-se.

Nos primeiros meses notamos que Costa é um verdadeiro player político, tendo conseguido obter o que queria após as legislativas, mas perdendo claramente nas presidenciais. As questões em torno do orçamento são graves porque todos desconfiam das metas do executivo. Costa confirmou porque razão não há razões para acreditar. 

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