segunda-feira, 23 de maio de 2016

O futuro das relações internacionais

A movimentação de pessoas, bem como os problemas de natureza global necessitam de um resposta conjunta e não isolada de cada país. Os Estados não têm capacidade política e financeira para resolverem situações sozinhos. Isto é, não são independentes quando tomam decisões.

Ao longo dos últimos anos temos vindo a assistir ao nascimento de vários blocos como forma de resposta aos problemas globais. Por exemplo, na União Europeia dificilmente se resolvem as questões da crise económica, terrorismo e segurança se cada um actuar sozinho. A cooperação e a união de esforços é cada vez mais importante. Por estas razões, a Europa também se começa a relacionar com os outros países de forma conjunta. 

No futuro será difícil que as relações bilaterais sejam apenas estabelecidas entre dois países. Não faz sentido que Portugal e o Paraguai se reúnam sem ser no âmbito das organizações internacionais que integram porque o interesse do nosso país é o mesmo da Espanha, Itália ou Dinamarca. 

A criação dos BRICS e dos TICS (Tailândia, Índia e China) desenvolveram a Ásia sob diversas formas, sendo que, a China e a Rússia preferem actuar conjuntamente do que isoladas. A única excepção continua a ser os Estados Unidos. Na Europa, Portugal e Espanha deveriam unir-se para defender os interesses da Península Ibérica na União Europeia, da mesma forma que os países escandinavos e os de Leste actuam nas instituições europeias. A falta de concertação para os problemas torna a União Africana bastante fraca.

À medida que se torna necessário defender interesses regionais existe maior propensão para a união entre vários países. Ninguém consegue actuar sozinho em defesa do próprio umbigo. 

O início da globalização trouxe um novo paradigma nas relações internacionais. Os parlamentos nacionais vão perdendo força, o que retira importância aos actos legislativos internos. O mais curioso é verificar que os partidos de protesto ou nacionalistas também perceberam a relevância das instituições internacionais, apesar do discurso interno passar pela descredibilização das mesmas com o objectivo de ganhar votos. . 

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