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quarta-feira, 11 de maio de 2016

A reunião que vai unir os republicanos

A reunião entre Donald Trump e Paul Ryan que se vai realizar amanhã é um sinal de mudança na relação entre o establishment republicano e a facção que apoia o empresário. Nos últimos dias várias figuras importantes ligadas republicanos revelaram que não vão votar em Trump, como foi o caso da família Bush. 

A vontade de alguns republicanos pode mudar se a máquina também tiver uma postura diferente. O mesmo acontece com Trump que também precisa de alterar o discurso e começar a deitar cá para fora algumas ideias. Na minha opinião a inversão na relação entre os dois lados começa amanhã no encontro entre Ryan e Trump. A união tem de ser possível para não dar aos democratas mais quatro anos na Casa Branca. Isso faria com que as várias tendências dentro do Partido Republicano comecem a organizar-se da mesma maneira que Trump fez nestas eleições, o que significava o fim do velho GOP. No entanto, ninguém pretende um partido virado muito à direita, embora seja isso que aconteceu nos últimos anos, em particular na presidência de George W.Bush. 

Nestas eleições a única sobrevivência do GOP é voltar ao centro, mas será difícil com Trump. Contudo, em Novembro o que vai ser votado são a continuidade das políticas de Obama. Neste aspecto, os democratas podem perder votos porque Hillary Clinton representa mais quatro anos das mesmas políticas. Se o Partido Republicano não estiver unido neste combate dificilmente consegue chegar à Casa Branca nos próximos quatro e talvez oito anos. 

Tem de haver cedências de ambos os lados para todos vencerem em Novembro. Não pode haver egoísmos ideológicos nem discursos inflamatórios contra tudo e todos. Por estas razões, não será uma surpresa se Trump começar a contradizer algumas ideias que teve até ao momento. Se isso acontecer, significa que a união está mais perto de se concretizar. No caso do empresário mantiver a mesma linha é sinal que em Novembro cada um irá por si.  

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