quinta-feira, 19 de maio de 2016

A perda de influência externa e interna da União Europeia

Os recentes problemas que desuniram os países da União Europeia estão a ser aproveitados pelos blocos mundiais para ganharem força no mundo, mas também dentro do continente europeu. A contínua falta de soluções, sobretudo a nível económico permite às grandes potências entrarem facilmente na Europa. não sendo apenas os Estados Unidos os que se instalam por cá, porque nem isso acontece, uma vez que, o mercado asiático tem sido preferencial devido ao clima económico. No entanto, existem outras potências como a China que olham para a Europa como uma oportunidade. O mesmo se passa com o capital angolano, em particular no nosso país.

A União Europeia tem de ter capacidade para criar um espaço competitivo em várias áreas. Neste momento, a Europa poderia competir com os Estados Unidos e não só na tecnologia, sobretudo, ao nível dos meios de comunicação social. Seria uma área em que os europeus têm qualidade suficiente para ter sucesso, o que lhes garantia vantagem sobre os restantes concorrentes. 

Os grandes obstáculos à implementação de novas tendências não se resumem apenas à maior força económica e intelectual da concorrência externa, mas à falta de união e excessiva preocupação com o que se passa nos restantes continentes. Recorde-se que a polémica dos Papéis do Panamá tem sido mais discutido em solo europeu do que propriamente no continente americano e no próprio país. Ora, os dirigentes europeus não podem ser como Barack Obama e meterem-se em questões que não lhe dizem respeito. À medida que a União pretende ter mais força política a nível externo, perde coesão em termos internos. Por estas razões, será difícil caminharmos para o federalismo defendido por muitas pessoas. 

Os próximos anos não serão fáceis porque haverão mais "Brexits" com o aumento de partidos nacionalistas com assento nos parlamentos nacionais, mas com vontade de estarem representados nas instituições europeias, onde será o centro de todas as decisões. 

Não tenho dúvidas que a União Europeia vai perder influência externa e coesão interna se continuar neste caminho. 

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