segunda-feira, 30 de maio de 2016

A instabilidade de Marcelo

A constante repetição da palavra estabilidade por parte do Presidente da República levanta dúvidas sobre o futuro político após as autárquicas. Antes das eleições não faz sentido haver ruptura na maioria parlamentar porque também é necessário cumprir com o prometido. Além disso, Marcelo não vai deixar Costa provocar um golpe palaciano se os números começarem a baixar. 

O problema será depois, tendo em conta os resultados. Os dois principais partidos disseram que uma vitória será ter a liderança da ANMP e da ANAFRE, pelo que, só um vai triunfar. No entanto, pode acontecer que um conquista a ANMP e o outro a ANAFRE. Nessa situação, os dois podem reclamara vitória.

A partir desse momento haverá um desejo de mudança por parte de Marcelo, mas não só no governo. Nessa altura Passos Coelho vai novamente ter eleições internas, pelo que, talvez o Chefe de Estado queira influenciar as directas do PSD em 2018. Não tenho dúvidas que o Presidente quer influenciar a política a nível do governo e partidos. Ora, os sinais de estabilidade significa que vamos ter instabilidade por culpa de Marcelo. As vozes críticas sobre os constantes recados indirectos não deixa dúvidas sobre as pretensões. Tenho a certeza que Marcelo quer ser mais do que Presidente porque pretende governar o país.

A imprevisibilidade do candidato deu lugar à instabilidade em pouco mais de três meses no Palácio de Belém.


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