terça-feira, 17 de maio de 2016

A encruzilhada de Hillary Clinton

As desistências de John Kasich e Ted Cruz deixaram Donald Trump sozinho na corrida republicana. Neste momento, o empresário tem as setas apontadas para a antiga secretária de Estado norte-americana, embora a procissão ainda vai no adro porque as primárias não acabaram. A manutenção de Bernie Sanders nos democratas pode condicionar uma vitória na eleição geral, porque a ex-primeira-dama tem de estar atento ao rival interno, mas também ao externo. Não acredito que Clinton tenha capacidade para aguentar Sanders e Trump ao mesmo tempo. 

Na minha opinião, o senador do Vermont tem tido uma atitude egoísta porque não desiste. Sabendo que não pode vencer não faz sentido a manutenção na corrida. A atitude mais normal seria deixar o caminho livre para Clinton se concentrar em Trump, já que, serão os dois candidatos em Novembro. Compreendo que Sanders queira marcar o partido, mas tem de fazer de outra forma para não comprometer a manutenção da Casa Branca pelos democratas. 

Tenho a convicção que os republicanos vão aproveitar os próximos meses para marcar posição e criar dificuldades à principal rival. O principal aspecto negativo para Clinton será a união dos republicanos nesta fase de luta interna nos democratas. Neste momento, o GOP tem tempo para redefinir a estratégia ao corrigir os erros que foram cometidos. Mais do que isso. Haverá espaço para os republicanos aceitarem Trump e este mudar o discurso. O pior que pode acontecer à candidata democrata será perceber que as novas propostas do empresário estão a ter repercussão nas sondagens. 

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