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segunda-feira, 2 de maio de 2016

6 meses após a nova realidade política

Os primeiros seis meses de liderança socialista no governo com o apoio parlamentar do Bloco de Esquerda e do PCP mostram que a dita "geringonça" funciona, mesmo com discordâncias. António Costa não estava a mentir quando referiu isso no Parlamento no último debate quinzenal. Neste momento, são os partidos da direita, após a realização de congressos, que necessitam de lutar pela conquista dos votos porque quem está no poder tem mais facilidade de estar à frente, já que, as oposições são sempre alvo fácil das críticas. 

As divergências verificadas em muitos momentos são pequenos episódios que não beliscam o essencial. No entanto, também não há dúvidas que os dois partidos de esquerda só vão aguentar o PS até se verificarem o cumprimento de algumas medidas. Por isso mesmo é que a legislatura não vai durar até final porque isso significa a aceitação por parte dos dois partidos de medidas com que não concordam. Ou seja, não haverá carta branca para o PS, mas os socialistas também só necessitam deste apoio até ao momento em que tenham a certeza de que conseguem vencer as próximas eleições com ou sem maioria absoluta. O objectivo do PS é esse, enquanto o do PSD e CDS passa por voltar ao poder absoluto.

Nestes meses temos vindo a assistir a vários congressos, faltando o do PS e do Bloco de Esquerda. Não haverá novidades em Junho porque as respectivas lideranças estão seguras, além de Costa e Catarina Martins se entenderem às mil maravilhas, o que não acontece com Jerónimo de Sousa. 

Não existe uma aliança segura e duradoira, mas também não existe o risco de fractura porque a direita continua à espreita. Também não se nota diferenças na nova liderança centrista nem na renovação prometida por Passos Coelho, embora também seja cedo para exigir propostas alternativas de fundo.  


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