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terça-feira, 26 de abril de 2016

Pacto de agressão contra Trump

O recente acordo entre Ted Cruz e John Kasich não visa melhorar a prestação dos candidatos, mas tentar derrubar Donald Trump. Se as negociações tivessem uma intenção positiva um deles desistia em favor do outro, o que não vai acontecer. Nesses termos, Kasich estaria na linha da frente para sair da corrida, o que seria lógico tendo em conta o fraco desempenho do governador do Ohio. O acordo tem um alcance a longo prazo, nomeadamente na Convenção republicana onde Kasich deverá pedir a vice-presidência dos Estados Unidos em troca do voto dos delegados em Ted Cruz. Neste momento, o objectivo dos dois passa por evitar a nomeação de Trump antes da reunião magna.

O aperto de mão tem alguns contornos semelhantes ao pacto celebrado entre PS, BE e PCP em Dezembro do ano passado. Isto é, não tem qualquer efeito positivo para os autores, mas visa destruir os adversários. No entanto, isto também é legítimo em política. O problema é a mensagem que Cruz e Kasich querem passar sem terem conquistado os votos necessários para fazer face a Trump. Em três meses nenhum conseguiu ameaçar a primeira posição, sendo que, Kasich venceu menos Estados do que Marco Rubio, que já desistiu. A força do acordo nem sequer tem o apoio do establishment, o que demonstra a falta de objectividade do mesmo. Ninguém na máquina gosta de Trump, mas Cruz também não é aceite, sobretudo por Mitch Mcconnell. A grande desilusão da campanha tem sido o senador do Texas, que não consegue aproveitar a onda anti-Trump. Com a campanha que se tem feito contra o empresário, qualquer adversário estaria em vantagem. 

Uma vitória de Cruz na Convenção através destas circunstâncias garantia o triunfo de Hillary Clinton na eleição geral. 

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