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domingo, 17 de abril de 2016

Olhar a Semana - A revolução brasileira

O Congresso brasileiro decide o processo de destituição da presidente Dilma Rousseff. A Chefe de Estado já fez um apelo aos brasileiros para não se deixarem intimidar pelos constantes golpes que a oposição e a justiça tem feito ao poder político, sobretudo à Presidente. A população continua dividida entre apoiar ou estar contra Dilma. 

Ninguém pode dizer o que vai acontecer porque não há uma maioria que consegue calar a minoria. Neste momento, o Brasil parte-se ao meio no apoio à Chefe de Estado eleita há dois anos. No entanto, não é só o poder que vem das manifestações e das sondagens a decidir o futuro do país. As questões chegaram aos órgãos de soberania, que também se encontram dos dois lados. Ou seja, a democracia começa a ser colocada em causa no Brasil. 

O único factor que  estabiliza o país é não haver um rosto da oposição visível, sendo que, os tribunais e o presidente do Congresso, são os únicos que se assumem contra a Presidência da República. Ora, no Brasil os dois cargos representam muito poder, quiçá, mais do que o governo. 

O problema não será fácil de resolver porque não haverá mudanças se Dilma Rousseff abandonar o poder. Os vícios continuam os mesmos ou vão piorar como demonstram as atitudes de Eduardo Cunha e do juíz Sérgio Moro, que decidiu anunciar publicamente estar contra a Presidente. Contudo, Dilma parece ser um impedimento para haver mais transparência na política e o Brasil voltar a ser respeitado na comunidade internacional. 

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