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segunda-feira, 4 de abril de 2016

Desafio europeu proposto por Passos Coelho

A reunião social-democrata demonstrou que o partido está unido em torno do líder, embora a ausência dos antigos presidentes, à excepção de Santana Lopes, seja um sinal que nem todos estão com Pedro Passos Coelho na hora da derrota. No entanto, é a capacidade do líder de enfrentar situações difíceis que lhe garante força, já que, ninguém pode colocar em causa a legitimidade por causa da vitória nas eleições. 

A forma como Passos Coelho abordou as questões europeias para enquadrar na situação nacional revela inteligência porque as pessoas estão preocupadas com a economia, combate ao terrorismo e regras que deverão ser aprovadas na Europa que têm impacto na nossa vida quotidiana. A forma como Passos Coelho se definiu ideologicamente acaba com todas as críticas sobre qual será o caminho delineado pela nova direcção, mantendo a distância relativamente ao Partido Socialista, que optou por fazer um confronto com as instituições europeia devido à pressão exercida pelo Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português. Nos próximos anos os eleitores também vão escolher entre seguir as regras comunitárias ou não, pelo que, o líder social-democrata marcou a agenda que estará em cima na próxima legislatura porque as leis comunitárias serão adoptadas com frequência no plano nacional por causa da crise que o continente atravessa. 

Só quem não ouviu o discurso de Passos Coelho pode continuar com as críticas sem sentido, revelando alguma ignorância sobre o percurso do actual líder. 


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