sexta-feira, 22 de abril de 2016

Caminho aberto para o Federalismo

A União Europeia caminha para um Federalismo disfarçado por causa da importância dos parlamentos nacionais. O objectivo passa por aumentar a influência das instituições europeias na vida dos cidadãos. As recentes questões levantadas após a crise financeira, o surgimento de refugiados e o problema do terrorismo mostraram a necessidade de criar regras comuns nos 28 Estados-Membros. Os episódios referidos não deixam outra alternativa ao espaço europeu de estabelecer medidas para atingir todas as sociedades e culturas.

O modelo encontrado terá de ser distinto do norte-americano ou brasileiro, embora a forma como a União se organiza institucionalmente mostra como queremos estar perto dos Estados Unidos. O Federalismo também não vai ser um argumento da esquerda ou direita, mas daqueles que pretendem mais proteccionismo. Os partidos de protesto poderão estar contra por razões ideológicas, além das forças ditas nacionalistas. O grande confronto que se vai verificar na Europa é entre os partidos tradicionais que querem a presença de Bruxelas e os que são favoráveis à constituição. Os próximos tempos reforçam o papel do Parlamento Europeu e aumentam a influência da Comissão Europeia. 

Neste momento, os países europeus estão frágeis porque não sabem se devem dar mais poder a Bruxelas para decidir ou adoptar uma atitude mais nacionalista. A discussão sobre o Federalismo vai ser a grande prioridade da nova geração de líderes políticos que se começam a aparecer no início da próxima década. 

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