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quarta-feira, 6 de abril de 2016

A nova estratégia do CDS

Os centristas optaram por descolar do PSD para conquistar a direita, mas também o centro. A estratégia da nova direcção passa por ser diferente dos sociais-democratas, mas também atacar o antigo parceiro de coligação. Nos últimos dias alguns dirigentes centristas provocaram o PSD, em particular Pedro Passos Coelho. No seu entendimento os sociais-democratas andam nervosos depois da ascensão de Assunção Cristas à liderança. Outros entendem que Passos Coelho não despiu o fato de primeiro-ministro. 

O CDS tem de percorrer um caminho independente, mas escusa de virar as baterias para o PSD. A história diz que os centristas nunca conseguiram ser melhores do que os sociais-democratas quando os dois estiveram na oposição. No último congresso, os dirigentes apelaram ao voto no partido porque o mito do voto útil tinha acabado. A conquista de votos à direita e ao centro será tentar convencer os que não têm a certeza em votar nos sociais-democratas se não tiverem a certeza que a maioria absoluta vai ser conquistada. No entanto, sem uma definição ideológica e apostando no pragmatismo o risco é maior, já que, não faz sentido atacar o PSD para estabelecer diferenças. 

O CDS fez bem em mudar de líder, mas isso não significa alteração na orientação política. Os sociais-democratas continuam com o mesmo Presidente e parecem ter mudado as opções, como se viu no discurso de Pedro Passos Coelho. No fundo, os centristas pretendem diminuir o antigo primeiro-ministro para encontrarem espaço de manobra. 

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