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segunda-feira, 18 de abril de 2016

A mão invisível de António Costa

Os negócios intermediados pelo primeiro-ministro não estão a correr bem. O patrocínio que António Costa teve na entrada de Isabel dos Santos no BPI não se vai concretizar, representando um falhanço na atitude política do chefe do governo. À medida que Costa vai querendo controlar tudo e mais alguma coisa, também começa a verificar que mais valia deixar o mercado funcionar. O mesmo se passa na privatização da TAP e na questão dos lesados do BES. O primeiro assunto representou uma vitória para o governo, mas ainda não sabemos se a empresa vai recuperar financeiramente. Na outra questão só no final do mês veremos se o executivo arranja uma solução para o problema como prometeu. No entanto, temos a certeza que não foi capaz de resolver a situação no BPI. 

O primeiro-ministro diz que pretende resolver os assuntos, mas o que se tem passado é uma verdadeira mão invisível do Estado sobre os assuntos privados. Todos percebemos que o governo quer controlar os negócios que se fazem em Portugal, independentemente da natureza pública ou privada. A ideologia de Costa não permite que o mercado  e a iniciativa privada encontrem a luz ao fundo do túnel. Por esta razão, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, disse que Costa estava mais perto dos comunistas do que dos socialistas. Os socialistas sempre tiveram um apetite pelo controlo da máquina do Estado, ao avocar os poderes colocando pessoas de confiança nos lugares de topo da hierarquia. Costa não faz muito isso porque quer ser ele a decidir tudo e mais alguma coisa...

O primeiro-ministro é um homem que tem uma mão invisível maior do que a de Adam Smith. 

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