quinta-feira, 31 de março de 2016

Um futuro indefinido

O próximo Congresso do PSD será decisivo para o partido enfrentar a geringonça que se vai mantendo coesa no executivo. O desafio de Passos Coelho passa por ser diferente no plano ideológico daquilo que o levou a duas vitórias eleitorais, mas sem maioria absoluta, embora a segunda também por culpa do CDS. Os portugueses querem saber se Passos Coelho tem novos projectos e formas de combater os problemas do país que não passem apenas pela austeridade. Como o Partido Socialista não deu oportunidade ao actual líder social-democrata de executar novas políticas, será na oposição que o trabalho tem de ser feito. 

A liderança do actual Presidente vai ser colocada em causa ao mínimo deslize, sendo que, dificilmente haverá espaço para errar. Ou seja, não vale a pena remoer as mágoas do passado. Neste campo, Pedro Passos Coelho tem sido responsável e coerente com aquilo que diz, mas sempre com espaço para relembrar quem venceu as legislativas. 

O primeiro grande teste à reeleição de Passos Coelho acontece apenas em 2017 nas eleições autárquicas. Durante este período as vozes críticas não irão ficar caladas. O líder social-democrata precisa de mais uma vitória, seja em que eleição, para reforçar a posição no partido e no país. Uma terceira vitória nas legislativas seria histórico e o percurso de Passos seria quase semelhante a de Cavaco Silva. 

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