segunda-feira, 14 de março de 2016

Sem consensos até às legislativas

Os consensos que se fala muito na nossa política nunca são reais. Quem ouviu o discurso de ontem de Assunção Cristas e as respostas dos dirigentes socialistas que foram convidados para a cerimónia de encerramento tem a garantia que pouco ou nada vai mudar nos próximos anos. A Direita tem razão quando fala da habilidade política de António Costa para sobreviver nos cargos através dos ditos consensos. No entanto, isso não pode servir para os dois partidos deixarem de assumir responsabilidades, mesmo quando surgem através do apelo do actual primeiro-ministro. Como se vê, Costa não perde uma oportunidade para atacar o PSD e CDS, o que não acontece com os parceiros que lhe garantem a manutenção do executivo. 

Os conclaves partidários que só terminam em Junho com a reunião socialista serão direccionados para o tema, embora todos saibam que isso não é verdade, pelo que, a importância de Marcelo Rebelo de Sousa vai ser fundamental. Contudo, há outro aspecto que vai ser tido em conta. As sondagens serão responsáveis pela duração deste governo e da decisão do Presidente da República. O problema é que ninguém sabe o que vai acontecer, já que, as sondagens não mudaram muito desde Outubro. Ora, dificilmente um partido se destaca do outro para garantir maioria absoluta. Sendo assim, as estratégias políticas não vão ser alteradas porque todos acham que os resultados são positivos. Na minha opinião, os resultados das próximas legislativas não irão coincidir com os valores apresentados pelas sondagens porque dependem da forma como os partidos fizeram a campanha eleitoral. 

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