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domingo, 13 de março de 2016

Olhar a Semana - Lideranças para as próximas eleições

As lideranças do PSD e CDS partem com legitimidade reforçada para o ciclo de dois anos, que incluem as autárquicas e europeias, sendo que os resultados das primeiras irão definir se iremos ter legislativas antecipadas em 2018. Antecipar um ano as eleições legislativas também serve para o Partido Socialista, que se encontra desgastado. Nos próximos dois iremos ter um governo controlado pelo Presidente da República.

No congresso de Gondomar, Assunção Cristas prometeu abertura e cumpriu porque incluiu nomes relevantes de várias tendências nos órgãos do partido. Ora, isso revela que o CDS irá ser pragmático e não doutrinário, à semelhança do que vai ser o PSD. No entanto, quem tem de se esforçar mais para crescer são os centristas. As expectativas para saber qual a ideologia adoptada pela nova direcção eram grandes, mas com a inclusão de pessoas com vários pensamentos, todos estarão unidos no apoio à líder, apesar das diferenças existentes. Assunção Cristas não pretende implementar uma única doutrina durante os próximos dois anos. 

O problema para o crescimento do CDS passa pela manutenção do pragmatismo no PSD. Ou seja, a liderança de Passos Coelho vai esmagar todos aqueles que quiserem ocupar o espaço dos sociais-democratas nos próximos dois anos, com a agravante de reclamar apenas para si a vitória nas eleições, já que, Paulo Portas saiu, mesmo que Cristas tenha estado no governo. 

O grande desafio da nova líder centrista também passa por segurar os que irão abandonar o trajecto a meio do percurso por divergências. Se conseguir manter o partido junto assumindo uma postura pragmática e não ideológica até às eleições, pode ser que o CDS consiga um bom resultado que lhe permita não estar sempre a subir e descer. Os centristas não terão apenas a esquerda como adversário porque o PSD vai tentar conquistar a maioria absoluta com o argumento que venceu as eleições. 

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