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quinta-feira, 24 de março de 2016

Aproximar a democracia

A Nova Zelândia e a Suiça são dois bons exemplos de democracia. No longínquo país, houve a necessidade de realizar um referendo para os cidadãos decidirem o futuro da bandeira nacional. Os neo-zelandeses optaram pela continuidade, mas o processo aberto pelas autoridades foi bastante concorrido, o que revela interesse por parte das pessoas na participação política. No futuro haverão mais iniciativas como aquela que aconteceu nos últimos meses. 

O exemplo da Suiça também pode ser copiado por alguns países como Portugal. No país dos cantões, o referendo é um instrumento natural de participação pública. A maior parte das questões nacionais e regionais estão nas mãos da população.

O processo democrático ganha com a possibilidade das questões de poder tiverem a participação das pessoas que não estão ligadas aos partidos. No nosso país tem havido alguma abertura, mas ainda há muito a fazer porque, dentro das estruturas, também existe pouca liberdade. As reformas que se fazem não colocam mais responsabilidade nas pessoas, que só participam nos actos eleitorais num determinado período. 

A nossa história, em particular a conquista de democracia, deveria permitir às pessoas participarem mais. No entanto, não é isso que acontece. Na minha opinião, a forma como os partidos lutaram pela democracia fizeram com que reclamassem o poder unicamente para si. O 25 de Abril foi um combate dos militares e das forças políticas. A população nem sequer sabia o que estava a acontecer. 

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