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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

TAP vai continuar a voar baixinho

As polémicas recentes em torno da privatização da TAP e o fim dos voos regulares a partir do e para o Porto são prejudiciais para a empresa, que necessita de dinheiro urgente. No primeiro caso, sou favorável à privatização total, mas no segundo estou com o Presidente da Câmara do Porto. No entanto, pode ser que haja espaço para companhias estrangeiras actuarem no Aeroporto Francisco Sá Carneiro.

A manobra do governo para ficar com metade do capital da empresa só aconteceu porque António Costa quis dar um sinal aos parceiros da esquerda que iria cumprir as promessas eleitorais. Espero que sejam os donos da Gateway a mandar na companhia, já que, são os únicos com capacidade para injectar dinheiro. O problema tem a ver com a atitude cínica do executivo. Isto é, por um lado aceita que sejam os privados a mandar, mas por outro, controla a actuação de Nielemman e Humberto Pedrosa. A actual partilha só vai prejudicar a empresa que está condicionada aos desejos do PCP e Bloco de Esquerda. 

Por estas razões, a TAP não terá capacidade para crescer, pelo menos, enquanto o executivo socialista continuar no poder. As empresas não deveriam estar sujeitas às mudanças de cor política em São Bento. Não faz sentido continuar a manter companhias na esfera do Estado, quando não é possível criar riqueza e só dão prejuízo. O caso da RTP é um exemplo de sucesso de gestão. No mesmo dia em que a nova administração tomou posse, acabaram os comentários de pessoas ligadas aos partidos. Ora, a TAP também não pode voar com o emblema de qualquer força partidária, mas tem de o fazer com a bandeira portuguesa.

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