quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Os novos e bons Conselheiros de Estado

As escolhas que Marcelo Rebelo de Sousa fez para o novo Conselho de Estado parecem acertadas. Os nomes são pessoas com capacidade para decidirem consoante o interesse nacional nas alturas em que seja necessário pulso firme para evitar uma crise política. Os sinais provenientes do Parlamento mostram que iremos ter vários problemas durante a legislatura que não deve chegar ao fim. Perante o cenário de instabilidade vai ser necessário actuar com responsabilidade e frieza, embora saibamos que Marcelo Rebelo de Sousa pretende ser o centro das atenções, o que não é compatível com a personalidade de António Costa. 

As figuras propostas pelo novo Chefe de Estado e pelos partidos não vão ser apenas figuras decorativas porque Marcelo disse na campanha eleitoral que queria reunir o Conselho de Estado quatro vezes por ano. No entanto, isso pode ser uma interferência na vida parlamentar do país, bem como na acção do governo. Ou seja, os Conselheiros estarem a colocar o primeiro-ministro entre a espada e a parede, já que, o próprio António Costa também faz parte do órgão consultivo do Presidente. 

A partir de agora o Conselho de Estado deixará de ter funções consultivas para ter acções executivas. 

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