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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Os novos centros de conflito

Os conflitos na Síria e na Líbia mostram que o Médio-Oriente vai ser um problema para os próximos anos, sobretudo para o próximo Presidente dos Estados Unidos. O novo inquilino da Casa Branca não pode ignorar o problema por dois factores. O primeiro tem a ver com o crescimento da ameaça terrorista, em particular do Estado Islâmico. O grupo conquistou território no Iraque e na Síria, mas também pretende aproveitar o vazio político na Líbia. A segunda razão que preocupa a ordem internacional é o aumento da influência do Irão. Teerão e a Arábia Saudita querem ser a força dominante na região, sendo que, a queda de Bashar al-Assad e as mortes de Saddam Hussein e a Gaddaffi, os dois países encontraram espaço para ascenderem politicamente. 

O recente acordo nuclear celebrado entre Teerão e as restantes potências mundiais tem tudo para pacificar o clima, mas a nova administração norte-americana pode estragar tudo. No caso de ser eleito um presidente republicano, haverá conflito, sobretudo se a promessa de rasgar os contratos for cumprida. Por outro lado, se Hillary chegar ao poder, o que está em causa é a posição de Israel. A democrata pretende proteger ainda mais o Estado judaico do que fez Barack Obama, abrindo feridas nos principais inimigos, nomeadamente o Irão.

A Primavera Árabe iniciada pelas populações locais terminou em guerra civil. 

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