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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Olhar a Semana - Tremor de terra provocado por António Costa

A tentativa de António Costa culpar o PSD por uma eventual queda do executivo para ser aproveitado nas próximas eleições esbarrou na coerência de Pedro Passos Coelho. O líder social-democrata recusa dar a mão ao PS quando os partidos da esquerda tirarem o tapete a este governo, o que já aconteceu na questão do Banif e vai suceder na elaboração para o Orçamento de Estado 2017, ou mesmo no Pacto de Estabilidade e Crescimento.

O primeiro-ministro já está a utilizar a mesma estratégia de Sócrates quando teve de se demitir após o PEC ter sido chumbado na Assembleia da República. Costa percebe que não terá apoio inequívoco da esquerda, sobretudo do PCP durante os quatro anos da legislatura. Como sabe isso tenta influenciar o PSD e Passos Coelho na campanha eleitoral interna dos sociais-democratas. Talvez o chefe do governo queira a queda do actual líder para ter alguém mais conveniente. 

O desespero de Costa é evidente. Aos poucos deixa os partidos que o colocaram no lugar que ocupa para ter o apoio do PSD, sabendo que o CDS estará sempre contra, mesmo não estando Paulo Portas na liderança do partido. A única salvação chama-se Pedro Passos Coelho. No entanto, o ex-primeiro-ministro não lhe vai dar a mão, mas também não tira o tapete, preferindo que sejam outros a ficar com essa responsabilidade. 

Ao fim de três meses do governo socialista percebemos que a estabilidade não é a imagem de marca deste executivo. As principais críticas chegam da esquerda e não da direita. O PSD tem tido uma oposição responsável como prometeu o líder, colocando sempre os interesses de Portugal em primeiro lugar. O CDS como está sem liderança não pode ter uma avaliação rigorosa. 


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