quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

O futuro presente do CDS

No próximo dia 12 de Março os centristas escolhem a nova liderança. Assunção Cristas é a única candidata assumida, mas deverá haver uma alternativa até ao dia do conclave. 

O que importa discutir nos próximos tempos tem a ver mais com a ideologia do que com nomes, caras ou se o próximo líder é melhor ou pior do que Paulo Portas. O mais importante será construir um caminho político e ideológico para o partido conquistar definitivamente o eleitorado, além de agarrar aquele que lhe pertence, mas costuma fugir para o PSD e sobretudo os jovens que também dão votos ao Bloco de Esquerda. 

O partido tem de agarrar a juventude portuguesa de uma vez por todas. Num tempo complicado para os jovens, será necessário chegar a eles através de políticas que lhes permitam ter esperança, mas também que encontrem no partido uma voz para defender algumas situações menos correctas relativamente ao percurso profissional. Ou seja, criar uma linha mais centrista com preocupações mais sociais. 

O liberalismo não é o caminho ideal para o CDS, embora Paulo Portas tenha representado uma viragem à direita, mas com forte incidência na democracia-cristã. 

Os próximos tempos serão exigentes porque o PSD fará o caminho sozinho ao manter Passos Coelho na liderança, o que significa reforçar a posição de partido com o maior número de deputados na Assembleia da República. 

Sem comentários:

Share Button