quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

David Cameron com mais força dentro e fora do Reino Unido

O Reino Unido e a União Europeia chegaram a um princípio de acordo para a manutenção do país na organização. Apesar das novas condições e da vitória do primeiro-ministro, as dificuldades não acabaram, já que, ainda vai haver um referendo, o Conselho Europeu tem de dar luz verde e o eurocepticismo continua a ser uma realidade na ilha britânica. 

As negociações podem permitir ao Reino Unido ter mais peso no seio da comunidade europeia em termos económicos, embora seja difícil conquistar uma posição de superioridade política porque a Alemanha e a França têm o apoio da maior parte dos países, sobretudo escandinavos, bem como a Itália e a Espanha. Os esforços britânicos ainda são entendidos como uma vontade egoísta do que para permitir aos restantes países alcançarem a igualdade que reclamam. 

Neste momento, o primeiro-ministro David Cameron tem razões para sorrir porque consegue uma dupla vitória. Em termos internos e externos. A nível externo consegue o apoio da Comissão, Alemanha e Polónia. Internamente tem tudo para garantir uma vitória no referendo europeu e aumentar a importância no seio do Partido Conservador. A maioria absoluta não lhe cria problemas, mas controlar os eurocepticos do partido também representa um ganho político. Por fim, pode sair antes das eleições de 2020 ou nem sequer recandidatar-se. Vai sair sempre por cima, além de deixar a oposição sem argumentos, o que facilita o caminho do sucessor. Uma terceira vitória consecutiva dos conservadores nas legislativas será sempre "culpa" do chefe de governo.  

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