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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Uma fraca campanha

A campanha eleitoral para as presidenciais termina sem deixar saudades. A chuva, a morte de Almeida Santos e a fraca qualidade dos candidatos faz com que estejamos perante as eleições com mais desinteresse dos últimos anos. Mesmo a reeleição de Cavaco Silva foi bastante mais interessante. A culpa da apatia verificada é da esquerda que apresentou 5 candidatos para travar a eleição de Marcelo Rebelo de Sousa na primeira volta. Quando alguém concorre para ser contra outra candidatura, como é o caso de Edgar Silva, não pode haver interesse por parte das pessoas. Por outro lado, a ausência dos partidos das campanhas presidenciais também está a afastar os eleitores das campanhas. Nas últimas legislativas a mobilização foi bastante maior. 

Os debates foram esclarecedores e prometiam uma campanha eleitoral na rua como nunca aconteceu. No entanto, não foi isso que aconteceu. A indefinição dos principais candidatos relativamente ao que vão fazer se forem eleitos Chefe de Estado causa apreensão nas pessoas, que já estão fartas do discurso consensual  e repetido ao longo do tempo. O país prefere saber o que cada um vai fazer do que estar com a velha retórica brilhantemente transmitida por Marcelo Rebelo de Sousa, Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém nas últimas duas semanas. Os restantes candidatos disseram ao que vinha, mas ainda não têm a máquina partidária que andou escondida no seio das campanhas do dois docentes. 

Se queremos assistir a disputas eleitorais nas presidenciais como aconteceu nos primeiros anos da democracia, os partidos têm de ser mais activos e decisivos. O problema é que qualquer cidadão já percebeu a possibilidade de ter votos apenas recolhendo as necessárias assinaturas. 

Amanhã publicaremos as avaliações feitas aos candidatos nos debates e no domingo faremos mais uma emissão especial.  

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