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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Uma esmola para Paulo Morais

Nas recentes eleições presidenciais tivemos que aturar um candidato que só falava no combate à corrupção. O tema principal do antigo vereador do Porto, Paulo Morais, centrou-se apenas no número de meter todos os políticos no mesmo saco. Ora, os debates correram-lhe bem, mas isso não significou mobilização na rua, nem votos, já que, o candidato esteve atrás de Vitorino Silva, mas à frente de Henrique Neto, Jorge Sequeira e Cândido Ferreiro. O portuense ficou em segundo no campeonato dos pequeninos. 

Os eleitores ouviram as preocupações que também são inerentes a qualquer cidadão, embora a forma insistente não tivesse tido os melhores resultados. 

O pior veio depois das eleições. Paulo Morais não conseguiu atingir os 5% para ter direito a uma subvenção estatal que lhe pagasse as despesas de campanha. O mesmo aconteceu com Tino de Rans, Maria de Belém, Edgar Silva, Henrique Neto, Jorge Sequeira e Cândido Ferreira. No entanto, o ex-autarca decidiu pedir ajuda pelas redes sociais. O concorrente teve um discurso contra a corrupção, mas agora vem pedir esmola aos apoiantes. Qual é o fenómeno que está em causa? Não é corrupção, embora seja demagogia. Paulo Morais acaba por desiludir as poucas pessoas que votaram na candidatura e os que conseguiu conquistar simpatia através da mensagem, em particular pelos debates televisivos. 

Por esta razão os candidatos apoiados pelos partidos ainda têm mais votos. Penso que será sempre assim. A atitude de Morais revela que existem demagogos fora dos partidos que estão dispostos a tudo para terem um minuto de fama. Não está em causa o excelente trabalho que faz na Associação Transparência, mas tudo aquilo que representa com o pedido de donativos. Afinal Paulo Morais também é como os outros. 


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