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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Passos condiciona adversários políticos

O dia de reis ficou marcado por mais um momento de confusão sobre quem é o verdadeiro primeiro-ministro de Portugal. A tradição manda que as Janeiras sejam cantadas no Palácio de Belém e na residência oficial do primeiro-ministro em São Bento. No entanto, o líder da oposição também foi brindado com o momento cultural. Talvez porque gostava muito da tradição, mas a presença da comunicação social levanta mais questões. Passos Coelho quer mostrar para fora quem é o verdadeiro chefe de governo. Ou seja, qual é o primeiro-ministro escolhido pelos portugueses. O líder social-democrata tem tido alguns momentos legítimos para não ficar atrás de António Costa em termos mediáticos, já que, faz questão de ter os media consigo. 

Passos Coelho tem noção que os portugueses escolheram-no para ser primeiro-ministro, embora com políticas diferentes. A esquerda e António Costa não deixaram que isso acontecesse. Por estas razões, não haverá uma saída limpa por parte do líder social-democrata que deverá ser reeleito em Março. As directas ocorrem no mesmo dia da posse do novo Presidente da República. O PSD de Passos Coelho não deixa nada por acaso, condicionando a agenda política. Isto é, os vídeos de Natal, o encontro em Bruxelas na estreia de António Costa no Conselho Europeu e agora com o cumprimento da tradição de cumprir as Janeiras, são preparados para atrair atenção mediática. 

A pressão sobre Marcelo Rebelo de Sousa também já começou. O docente ainda não foi eleito Presidente da República, mas Passos já começou a marcar terreno.  

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