quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Os partidos estão na campanha

Os líderes dos principais partidos decidiram ficar de fora da primeira volta da campanha presidencial para deixarem os candidatos assumirem a independência nesta fase. O surgimento de António Costa e Pedro Passos Coelho só deverá acontecer na segunda volta. Costa aparece de certeza porque vai declarar apoio formal ao candidato que conseguir evitar a eleição de Marcelo na primeira volta, enquanto Passos Coelho pretende obrigar o seu eleitorado a votar no professor. 

Os principais rostos de PS e PSD não estão na rua, mas a máquina não deixou os candidatos sozinhos. O PSD tem estado presente por via dos responsáveis distritais e concelhios. Por seu lado, os ministros de Costa, bem como as altas figuras do Partido Socialista também já manifestaram a intenção de voto, embora a divisão por dois candidatos não desfaça o enigma de saber qual será o voto do secretário-geral. No entanto, a posição tomada por Carlos César no fim-de-semana revela alguma coisa mais do que um simples apoio de um militante socialista. 

O único partido que se manteve afastado da campanha foi o CDS também por causa da recente posição assumida por Paulo Portas de deixar a liderança. A corrida à sucessão desviou a atenção dos militantes, embora não seja fácil a coabitação entre sociais-democratas e democratas-cristãos sem os respectivos líderes apelarem à união. 

A independência anunciada por Sampaio da Nóvoa, Maria de Belém e Marcelo Rebelo de Sousa é falsa pelo apoio que estão a ter no terreno. O caso mais grave é do antigo reitor da Universidade de Lisboa que tem uma estrutura montada e financiada por ex-Presidente da República que pretende regressar a Belém de forma indirecta. 

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