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domingo, 31 de janeiro de 2016

Olhar a Semana - Rouhani não quer olhar para nus nem vinho à mesa

A recente visita do líder iraniano, Hassan Rouhani, ao continente europeu, em particular a França e Itália foram marcados por dois momentos caricatos, que colocaram as relações diplomáticas em segundo plano. Em Itália, o primeiro-ministro, Matteo Renzi, mandou tapar as estátuas de nus para não perturbar a consciência do visitante. No entanto, o presidente francês, François Hollande, teve uma atitude diferente quando cancelou o almoço de Estado porque o iraniano não queria vinho à mesa. França e Itália resolveram adoptar comportamentos distintos perante as exigências do visitante. 

Os dois estiveram bem, já que, a aceitação deste tipo de medidas depende da vontade de quem recebe. O ditado diz que "em minha casa mando eu". Quem não esteve bem na fotografia foi o líder iraniano que colocou em causa o almoço oficial porque Paris não seguiu o mesmo caminho de Roma. O protocolo, mesmo o de Estado, não obriga a que se aceita as demandas de quem nos visita. 

Os episódios revelam a falta de hábito dos iranianos em respeitar as tradições dos outros. Percebo que Matteo Renzi tenha tido aquele gesto, mas também compreendo a decisão de François Hollande. Quem organiza o protocolo são os responsáveis do país visitado e não quem visita. 

Por causa destas pequenas questões os acordos negociados por Roma e Paris com Teerão ficaram para segundo plano. 

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