quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Obama encosta Congresso às cordas, mas não convence o resto do Mundo


O último discurso do Estado da União por parte do Presidente Barack Obama revelou mais uma tentativa para pressionar o Congresso norte-americano a colaborar com o futuro Chefe de Estado, em particular se for Hillary Clinton. Obama encostou a Câmara dos Representantes às cordas e pediu que aprovassem os bombardeamentos à Síria, levantassem o embargo a Cuba e permitissem a aprovação do TTIP com os países do pacífico. Também houve apelos para um consenso sobre a questão das armas.

Não tenho dúvidas que os congressistas fizeram ouvidos de mercador à última tentativa de Barack Obama transformar os Estados Unidos. 

A forma como o presidente pintou o país em tons de cor-de-rosa engana qualquer analista ou cidadão. Os oito anos de mandato tiveram muitas imperfeições, embora a possível cura do cancro e o encerramento de Guantanmo iludam qualquer eleitor que depositou por duas vezes a esperança no actual presidente. No plano interno deixou muito a desejar porque a prioridade foi sempre a política externa. A economia norte-americana recuperou, mas não é a maior do mundo e na diplomacia os Estados Unidos perderam a supremacia no Mundo por culpa do actual Chefe de Estado. Ou seja, a influência conquistada por George W.Bush foi perdida nos últimos oito anos. O crescimento da Rússia, os falhanços na Síria e a instabilidade no Médio-Oriente, bem como o aparecimento da Coreia do Norte resultam da acção directa do actual inquilino da Casa Branca. O único aspecto positivo foi o acordo nuclear alcançado com o Irão e a aproximação ao regime cubano. Penso que é muito pouco para quem tem a intenção de liderar o mundo livre. 

As qualidades oratórias de Obama fazem-no um bom político capaz de convencer, o que acabou por acontecer por duas vezes. No entanto, não acredito que haja um lugar na história ao ponto dos próximos presidentes recordarem as políticas actuais. O presidente citou várias vezes Abraham Lincoln e Franklin Roosevelt porque também pretende ficar na história. Neste último ano ainda tem tempo de encerrar a prisão mais famosa do mundo ou descobrir a cura para o cancro. Se conseguir pode ser que seja recordado pelos seus sucessores, já que, o seguro de saúde com o seu nome não é suficiente para figurar entre os melhores.  

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