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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

O passado também conta

O passado dos candidatos também vai a jogo nas eleições, sobretudo nas presidenciais porque as pessoas votam no perfil e não numa lista partidária. As discussões em torno da experiência política, ideias, cargos que ocupou, decisões tomadas têm de ser tidas em conta numa eleição presidencial. 

Nenhum candidato pode fugir às perguntas que são colocadas sobre o passado, seja político, empresarial, intelectual ou ético. Tudo tem de estar claro como a água para não haver dúvidas, sendo que ninguém vai colocar em causa a personagem que vier a ser Presidente da República durante os mandatos. 

Nestas eleições temos um confronto interessante sobre o passado dos principais candidatos. Marcelo é acusado de dizer contradições, Sampaio da Nóvoa não tem uma única ideia e Maria de Belém ocupou cargos públicos e privados no passado. Os temas revelaram as fragilidades dos concorrentes que querem vencer a corrida presidencial. No entanto, isso não foi suficiente para mudar o sentido do voto. Maria de Belém foi a única que conseguiu dissipar todas as dúvidas levantadas por alguns adversários nos debates. Marcelo não teve uma resposta eficaz nos momentos mais críticas e Sampaio da Nóvoa manteve-se calado. A forma como Marcelo Rebelo de Sousa ignora as questões do passado não lhe traz vantagens políticas, apesar dos números das sondagens. 

Se houver uma segunda volta os temas do passado estarão em cima da mesa, em particular no caso do antigo comentador. 

Normalmente assistimos a uma velha troca de ideias sobre o passado dos candidatos nas eleições legislativas. No entanto, a eleição presidencial continua a ser o palco principal para fazer jogo limpo.

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