domingo, 24 de janeiro de 2016

O novo Presidente não foi aclamado pelo povo

A vitória de Marcelo Rebelo de Sousa na primeira volta das presidenciais é normal, tendo em conta os resultados das últimas sondagens, mas também a diferença de qualidade relativamente aos adversários, em particular o dito independente Sampaio da Nóvoa. No entanto, a vitória esmagadora como se previa não apareceu por culpa do candidato que não quis assumir posições públicas sobre questões importantes com medo de perder votos. 

O resultado final das eleições tem dois aspectos relevantes. O primeiro é a elevada abstenção que já mereceu análise. O segundo tem a ver com as percentagens dos restantes candidatos, mas isso será motivo de outro post. 

A primeira nota após a eleição de Marcelo Rebelo de Sousa diz respeito à forma como o antigo comentador foi recebido. Não teve um apoiante na rua, preferindo restringir o acesso à Faculdade de Direito aos que puderam inscrever o nome numa lista reservada. O novo Chefe de Estado não foi aclamado pelo povo, como aconteceu com Cavaco Silva em 2006 e os demais líderes políticos em todo o mundo. Por estas razões a abstenção tem vindo a aumentar.

O país conhece o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa, mas o problema será cumprir a vontade demonstrada na campanha eleitoral. O futuro dirá se a presidência, que agora começa com belos discursos e uma notoriedade nunca vista num Presidente da República, tem impacto social, económico e político. No entanto, os que criticaram o Presidente cessante podem começar agora a fazer o mesmo ao novo inquilino de Belém.  

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