domingo, 24 de janeiro de 2016

Nem com 10 candidatos o povo saiu à rua para votar

Os números da abstenção necessitam de ser estudados pela classe políticas. Nas primeiras eleições em que participaram dez candidaturas as pessoas optaram por não votar, mesmo naqueles que representam um voto de protesto, o que acontece pela primeira vez. Eram cinco candidatos "contra" o sistema partidário. Isso não foi suficiente para mobilizar as pessoas. Não culpem as pessoas, mas os protagonistas, em particular os principais partidos que decidiram ficar fora das eleições porque tiveram medo de ir a jogo após o mau resultado nas legislativas. PSD, CDS e PS ficaram à margem devido ao mau resultado eleitoral em Outubro de 2015. 

Os candidatos andaram à caça do voto sem se preocuparem com o futuro do país e das pessoas. A maioria optou por não dizer o que fariam enquanto Presidente da República para não perderem votos. Ora, a estratégia não resultou porque ficam ligados ao acto eleitoral com um dos maiores números de abstenção. A contagem só será conhecida no final da noite, mas sabemos que, em 2006, Cavaco Silva foi eleito com 38,5% de abstenção. 

Se houver segunda volta, os directores de comunicação têm de mudar a forma como pretendem transmitir a mensagem.

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