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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Marcas nacionais

Os resultados dos nossos artistas e desportistas nem sempre são valorizados cá dentro. Os apoios financeiros e a atenção mediática também não é a devida tendo em conta alguns feitos que muitos portugueses conquistam fora de Portugal. O triunfo fora de portas significa uma vitória para o país porque todos trazem a bandeira e o país no coração. 

A cultura e o desporto são duas áreas que nunca mereceram um estatuto importante no seio dos governos. O Ministério da Cultura sempre foi uma marca dos governos socialistas, à semelhança do que aconteceu com o Desporto no tempo de José Sócrates. Passos Coelho acabou com os dois, tendo-os reduzido a secretarias de Estado. Por seu lado, António Costa recuperou o estatuto do Ministério da Cultura, embora sem ter dado a mesma importância ao desporto. Na minha opinião as duas áreas deveriam estar enquadradas no mesmo ministério, quem sabe o Ministério da Cultura e do Desporto, para definir uma estratégia de modo a apoiar os nossos melhores desportistas e artistas. Não só em termos financeiros, mas perceber qual a melhor forma de um cantor ou tenista triunfar na sua área, apostando no mesmo como uma marca nacional para vender Portugal no estrangeiro. 

O Estado não tem apostado nas duas vertentes para promover o turismo, incentivar os jovens à prática do desporto, acabar com alguns vícios, através dos bons desempenhos desportivos. Por último, a falta de equipamentos obriga os nossos mais talentosos a emigrar para iniciarem uma carreira de sonho. Ora, isso é uma perda de talento que o nosso país não se pode dar ao luxo, já que, os privados também não apostam no desporto para obterem lucro. 

O investimento não pode passar só pelas empresas, mas também naqueles que fazem boa figura fora do país. É necessário ganhar qualquer coisa com a exportação de talentos. 

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