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sábado, 30 de janeiro de 2016

Figuras da Semana

Por Cima

Marcelo Rebelo de Sousa- O candidato venceu as eleições presidenciais com 52%. O resultado é melhor do que Cavaco Silva em 2006. O comentador é o V Presidente da República desde o 25 de Abril, tendo a difícil tarefa de estabelecer pontos entre os partidos na Assembleia da República, que, como se viu no Orçamento não se vão entender facilmente até às próximas legislativas. Todos sabemos que a legislatura não vai durar quatro anos, mas o Chefe de Estado tem de utilizar a influência para evitar uma crise política. A actuação do Presidente vai ser mais escrutinada do que os partidos com assento parlamentar.


No Meio

Abstenção -  O factor negativo das eleições presidenciais foi o resultado da abstenção. Mais de metade dos eleitores inscritos não votaram. A culpa pode ser encontrada nas pessoas que não se interessam ou na fraca qualidade dos candidatos. No entanto, nem a vitória de Marcelo foi comemorada na rua, como aconteceu com Cavaco Silva e é uma situação regular noutros países. O combate contra o desinteresse político tem de ser uma prioridade do novo Chefe de Estado.

Em Baixo

António Costa -  O primeiro-ministro teve duas derrotas nesta semana.  A primeira aconteceu nas presidenciais.Os candidatos presidenciais recomendados pelo secretário-geral socialista foram derrotados. Sampaio da Nóvoa não alcançou a segunda volta, enquanto Maria de Belém obteve 4%, ficando atrás de Marisa Matias. A opção de não apoiar oficialmente nenhum candidato acabou por beneficiar a candidata do Bloco de Esquerda. A segunda derrota para Costa está relacionado com o Orçamento. As entidades nacionais e internacionais não gostaram do draft elaborado por Mário Centeno, mas o primeiro-ministro não se importou. A gaffe da semana aconteceu no Parlamento quando Costa chamou duas vezes Pedro Passos Coelho de primeiro-ministro. Fugiu a boca para a verdade. 

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