segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Ainda há campanha

A campanha eleitoral para as presidenciais entra na última semana sob o signo da expectativa em relação ao resultado, já que, todos esperam uma vitória de Marcelo Rebelo de Sousa na primeira volta, mas ninguém tem a certeza se isso vai acontecer. A divisão do voto socialista em Maria de Belém e Sampaio da Nóvoa pode ter consequências para o social-democrata. 

Outro aspecto que está a causar perplexidade é a abstenção de vários militantes da direita que tinham em Marcelo a última esperança de derrubar o governo de António Costa em 2016. No entanto, não será por Passos Coelho que alguns sociais-democratas e democratas-cristãos irão votar em branco ou abster-se. O ex-primeiro-ministro apelou ao voto em Marcelo de Rebelo de Sousa numa atitude positiva. Neste aspecto fez melhor do que António Costa. As candidaturas presidenciais são pessoais, mas os partidos têm o direito de participar, como qualquer movimento ou cidadão. Numa eleição em que o Partido Socialista decidiu ficar de fora, os apoios de Passos são decisivos para estimular o eleitorado de direita que ainda está indeciso por Marcelo Rebelo de Sousa tentar passar a imagem de um homem consensual. Ora, os candidatos devem mostrar as convicções ideológicas e pessoais antes de entrarem no Palácio de Belém. O professor só não tem feito isso por estratégia política. 

Nesta semana espera-se mais mobilização, em particular nas acções de rua. A chuva promete ajudar os candidatos que têm revelado bastante apego aos problemas das pessoas. Pelo meio ainda há um debate entre todos para esclarecer todas as dúvidas. 

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