Etiquetas

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

A última oportunidade para Jeremy Corbyn

A recente remodelação do governo sombra operada por Jeremy Corbyn constitui a última oportunidade para o líder trabalhista ganhar apoio dentro do partido e no seio dos deputados parlamentares. A única forma do trabalhista vencer as eleições legislativas de 2020, mesmo sem a recandidatura de David Cameron, passa por colocar as principais figuras ao seu lado. No entanto, a tarefa não será fácil porque, desde a eleição em Setembro do ano passado, as críticas e os actos de discordância têm sido inúmeros. 

A massiva votação de deputados trabalhistas a favor dos bombardeamentos britânicos na Síria foi o primeiro momento de tensão da actual liderança. Corbyn teve de engolir perante o país o voto contra do ministro sombra dos Negócios Estrangeiros, embora Hillary Benn tenha sobrevivido à mais recente remodelação. 

A troca de pastas não caiu bem em alguns deputados que se demitiram por solidariedade com os colegas destituídos. Há cada vez mais facções contra a liderança de Jeremy Corbyn, sendo que a demonstração no parlamento britânico do desagrado desfavorece as hipóteses de uma eventual vitória nas eleições locais que se realizam em Maio. Numa altura em que a posição de Cameron será questionada por causa do referendo sobre a manutenção do Reino Unido na União Europeia, Corbyn tem tudo para ganhar votos, mas só vai conseguir credibilidade junto da população se acertar na nova composição dos ministros sombras. Se não acontecer uma vitória, por mais pequena que seja, no Verão deverá iniciar-se um processo eleitoral no partido. Nem Ed Miliband teve problemas desta natureza ao longo do mandato. 

As constantes críticas de Tony Blair não ajudaam. É verdade que o antigo primeiro-ministro britânico não tem sido amigo dos líderes que lhe sucederam no Labour, mas existem razões para criticar duramente a actual liderança. 

Sem comentários:

Share Button