sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A primeira greve contra António Costa

O actual governo enfrenta a primeira greve relevante. O sindicato dos funcionários da Administração Pública protestam contra a não reposição imediata das 35 horas de trabalho no sector. Ora, o executivo liderado por Costa só promete a alteração da lei no próximo Verão. 

Os sinais de descontentamento na rua começam a surgir na mesma altura em que um dos parceiros dos socialistas na Assembleia da República fazem críticas ao primeiro-ministro. O PCP entende que o mau resultado da esquerda nas eleições presidenciais deve-se a Costa. Nada mais do que as opções tomadas pelo secretário-geral socialista em apoiar Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém. Todos perderam, menos Marisa Matias. No entanto, o Bloco de Esquerda concorreu a Belém com uma agenda própria. 

O início do ano não está a ser fácil para o executivo socialista por causa dos comunistas. Jerónimo de Sousa tem dado alguns sinais contra as primeiras medidas, nomeadamente a nível orçamental, o que revela preocupação para o presente e futuro. Todos sabemos que não é da direita que surgirão os problemas, mas da esquerda, em particular pelo PCP. Os comunistas quando quiserem rasgam o acordo, não só por motivos ideológicos, mas também devido a questões estratégicas. A vitória de Marisa Matias sobre Edgar Silva não ajuda à consolidação do acordo. 

A greve da função pública é a primeira resposta à falta de cumprimentos dos acordos por parte do Partido Socialista, ou a exigência dos comunistas em quererem ir além do prometido. Na minha opinião estamos perante uma exigência do partido de Jerónimo de Sousa. 

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