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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

A primeira divisão no Partido Socialista

A primeira semana de campanha para as presidenciais terminou com um problema para o Partido Socialista. A divisão dos militantes no apoio a Sampaio da Nóvoa e a Maria de Belém é evidente, sendo que a declaração de Carlos César abriu o caminho para as hostilidades. No executivo socialista há quem esteja dos dois lados, mas Sampaio da Nóvoa recolhe mais votos. Os que estão contra a geringonça ficam ao lado de Maria de Belém. 

A sorte para o PS é o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português avançarem com candidatos próprios porque senão o conflito seria ainda maior. 

A união só se consegue com a ida de um dos dois candidatos socialistas à segunda volta. O problema é que, tanto Nóvoa como Belém, repartem não só o eleitorado socialista, como a própria ideologia. Sinceramente não percebo porque razão o docente mente descaradamente quando se afirma como socialista. Neste aspecto, Belém tem mais capacidade de ganhar votos, já que, o discurso do reitor é encomendado para agradar a quem apostou na candidatura. 

A tralha socrática que regressou ao governo não se revê em Nóvoa, mas fica com o bico calado para não criar ondas ao primeiro-ministro. Os rebeldes que não concordam com os acordos à esquerda ficam ao lado de Maria de Belém para mostrarem o desagrado e se prepararem para o próximo congresso. Os únicos que estão ao lado de Costa são os membros da direcção, como Carlos César e Ana Catarina Mendes. Apesar do poder são poucos para agarrar os críticos internos. 

Uma vitória para Marcelo Rebelo de Sousa significa duas coisas para António Costa. Em primeiro lugar, o primeiro-ministro vai ter um Presidente da República muito menos amistoso do que Cavaco Silva porque vai estar sempre em cima da actuação do executivo, não o deixando respirar. Em segundo, a pressão presidencial significa o início das movimentações internas e externas para tentar derrubar António Costa. Os partidos da oposição, em particular os da direita, irão reforçar as posições porque elegem líderes nos próximos meses, garantindo mais força no combate ao executivo. Internamente surgirão as vozes discordantes com a actual política. 

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