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domingo, 13 de dezembro de 2015

Olhar a Semana - marcação directa a Marcelo

O futuro Presidente da República, que será muito provavelmente Marcelo Rebelo de Sousa, não vai ter descanso quando tiver poder para dissolver a Assembleia da República. Os principais partidos marcaram congressos para a altura em que o novo Chefe de Estado tem todos os poderes constitucionais activos. 

O PSD realiza eleições directas em Março e realiza o Congresso em Abril. O CDS reúne os militantes em Maio, enquanto o PS faz uma discussão interna no mês de Junho. Ou seja, temos os três principais partidos a fazerem marcação directa ao Presidente da República. Os partidos da direita separados, mas unidos vão pedir eleições antecipadas e os socialistas a manutenção do poder, apresentando números que lhes possam ser favoráveis. Estranho que o PCP e o Bloco de Esquerdo, apoiando o partido que está no poder, não façam o mesmo. 

O ruído que se vai começar a fazer ouvir a partir de Abril pode ser sustentado em sondagens, nos números da economia e nas desavenças entre o PS e os restantes partidos de esquerda. No entanto, isso será suficiente para fazer cair o governo? Penso que não. Na minha opinião, a direita deve esperar por uma vitória nas próximas eleições autárquicas para reclamar novo acto eleitoral. Só assim ganha legitimidade externa, já que, Passos Coelho e Paulo Portas vão ser aclamados nos congressos que se realizam quase um ano antes das próximas eleições. Não será bom para o país voltar a ter mais uma maratona eleitoral. 

A bola está do lado dos dois líderes que representam os partidos da direita, embora seja necessário começar a fazer pressão sobre Marcelo de Rebelo de Sousa. O PS vai ter que saber defender-se porque não terá apoio do BE ou PCP, mesmo que continuem a aprovar legislação no parlamento. 

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