quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Mau início na oposição

A coligação de Direita, que agora está na oposição, anunciou a interposição de uma moção de rejeição conjunta ao programa de governo liderado pelo PS. PSD e CDS-PP caem no erro de oferecer à esquerda argumentos para reforçar a legitimidade política de governarem. 

Os partidos que saíram do governo por causa da aprovação de uma moção de rejeição não devem apresentar o mesmo documento para politicamente tentarem dividir a esquerda ou criar uma névoa sobre o executivo socialista. 

O PS, PCP e BE vão rejeitar a moção e saírem mais unidos do que nunca. Aliás, foi isso que motivou a apresentação de uma moção por parte do PS, logo após, o discurso de Cavaco Silva. Não percebo porque razão os dois partidos na oposição pretendem ter o mesmo comportamento dos partidos de esquerda após as eleições. As atitudes de Portas e Passos Coelho não poderão ficar sem escrutínio interno.Ou seja, se o caminho trilhado pelas duas direcções for semelhante ao protagonizado por António Costa o mais natural será haver congresso e eleições internas. Se calhar é mesmo assim que Pedro e Paulo pretendem. Isto é, provocar uma ruptura interna para legitimar as respectivas lideranças e enfrentar as eleições com mais força. 

A estratégia pode ser esta, mas tem inúmeros riscos, sendo que o primeiro vai ser demonstrado no debate sobre o programa do XXI governo constitucional. A esquerda que conseguiu derrubar um governo de direita, vai continuar a sair por cima. Pelo menos na sua legitimidade formal. 

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