segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Legislativas em Espanha são tábua de salvação para os socialistas europeus

Os resultados das eleições regionais em França constituíram uma derrota para a Frente Nacional, mas não só. O Partido Socialista deixou de ser o partido dominante nas regiões, perdendo espaço para a força liderada por Nicolas Sarkozy. Tudo aponta para uma mudança no Palácio do Eliseu em 2017. O Chefe de Estado, François Hollande, não beneficiou de ter sido o grande obreiro do acordo climático, nem por ser o político com coragem para atacar o Estado Islâmico. 

O que se passou em França foi mais um capítulo na queda dos partidos socialistas europeus. O corrente ano tem sido fatal para os socialistas. Tudo começou na Grécia com a vitória do Syriza nos dois actos eleitorais, mas com a queda do PASOK. No Reino Unido, o Labour não evitou uma esmagadora maioria absoluta dos conservadores, tendo ficado com uma votação ridícula. Em Portugal, o PS perdeu as eleições para uma coligação que exigiu sacrifícios aos portugueses durante quatro anos. No entanto, o malabarismo de Costa permitiu alcançar o poder através de uma negociação parlamentar. Nas regionais francesas, os grandes vencedores foram Sarkozy e a Frente Nacional de Marine Le Pen. 

As eleições legislativas em Espanha no próximo domingo são uma tábua de salvação para o socialismo europeu. Contudo, o PSO não deve vencer as eleições, embora possa chegar ao poder utilizando a mesma gerigonça de António Costa. 

A crise de resultados não é passageira. Nota-se que os Partidos Socialistas não têm tido um discurso para aqueles que mais sofreram com a crise, preferindo optar pelas soluções de centro-direita. Algumas estruturas socialistas na Europa não se querem colar a um discurso demasiado de esquerda, sobretudo com a emergência de partidos como o Syriza, Podemos e Bloco de Esquerda. Não se trata de ter medo dos comunistas, mas dos novos partidos apelidados de "extrema" pela direita. Nalguns países os socialistas são acusados de estarem colados aos partidos de direitas e noutros, como por exemplo no Reino Unido, estão a ser atacados por defenderem os problemas das pessoas. 

O dilema dos principais dirigentes ainda não foi resolvido, mas os actos eleitorais são um sinal claro da necessidade de uma definição, seja ao centro ou à esquerda. 

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